Uma Breve Resposta à Graça Comum
Rev. Robert Harbach
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Breve resposta ao
Primeiro Ponto da Graça Comum:
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No primeiro ponto, a Christian Reformed Church adoptou dois
dogmas:
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O primeiro, podemos chamar o dogma da Graça Comum. Ele
ensina que Deus é gracioso a todos os homens em derramar sobre
eles as coisas deste tempo presente, como a chuva e sol, e
todas as coisas terrenas. Isto é aquilo que o Sínodo quis
dizer quando falou de uma graça de Deus para "todas as
criaturas."
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O segundo, podemos chamar o dogma da Graça Universal.
De acordo com isto, Deus é gracioso na pregação do evangelho a
todos os que ouvem. Isto é o que o Sínodo quis dizer quando se
referiu aos Cânones II:5 e III-IV:8 e 9, e à "oferta geral" do
Evangelho.
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Quanto ao dogma da Graça Comum:
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As Confissões não se expressam neste ponto, apesar de
atribuírem o termo “graça comum” aos Arminianos nos Cânones
III-IV:5.
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É, no entanto, contrário à Escritura, que claramente ensina
que Deus odeia o perverso réprobo e que Ele até usa as coisas
do tempo presente para a destruição deles. Veja o seguinte:
Sl. 5:5;
Sl. 11:5;
Sl. 73:17-20;
Sl 92:5-7;
Pv. 3:33;
Ml. 1:2-4;
Rm. 9:13;
I Pd. 3:12.
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A verdade é que a graça não está nas coisas. Todas as coisas
são meros meios que Deus usa para a salvação dos justos
(eleitos) enquanto usa-os para a destruição e danação dos
perversos (réprobos). E, porque os homens também usam estes
meios como criaturas racionais e morais, eles são
responsáveis. As coisas são certamente comuns, mas a graça
nunca é comum.
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Quanto à teoria da Graça Universal:
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Isto não é certamente provado pelas passagens da Confissão a
que o Sínodo de 1924 fez referência. Os Cânones II:5 ensinam
meramente a pregação geral do evangelho que é particular em
seus conteúdos. Os Cânones III-IV:8 ensinam que o que Deus
proclama no Evangelho é sincero, que é agradável para Ele que
os chamados possam vir a Ele e que Ele promete vida eterna
àqueles que vierem (os eleitos). Os Cânones III-IV:9 enfatizam
que a culpa de não virem é exclusiva do pecador.
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Nem é isto provado pelos textos citados pelo Sínodo.
Romanos 2:4 ensina meramente que os ímpios desprezam a
bondade de Deus que leva ao arrependimento. E
Ezequiel 33:11 ensina que Deus tem prazer no ímpio que
se arrepende, e isso é sempre o eleito.
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A doutrina que Deus é gracioso na pregação do Evangelho a
todos os que ouvem a pregação do Evangelho é, no entanto:
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Contrária às Confissões Reformadas as quais francamente
ensinam que Deus é gracioso unicamente para os eleitos:
Veja Cânones 1:6; II:8; III-IV:10; V:8, e Rejeição de
Erros II:6.
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Contrária à Escritura:
Romanos 8:29-30,
Romanos 9:13;
Romanos 9:16;
II Cor. 2:15-16;
Marcos 4:11-12;
Mt. 11:25-26;
Jo 12:39-40.
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Breve Resposta ao
Segundo Ponto
da Graça Comum:
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O significado do Segundo Ponto:
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O segundo ponto de 1924 não ensina que Deus detém o pecador
em Seu poder, de modo que ele não pode fazer nada contra a
vontade e providência de Deus. Isto é claramente ensinado na
Bíblia e na Confissão Belga, Art. 13.
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Mas o Segundo ponto ensina:
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Que há uma operação graciosa do Espírito Santo que
não é regeneradora do coração e mente e vontade do
pecador.
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Que esta operação começou imediatamente após a queda e
continua através de toda a história.
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Que como resultado há no homem um resquício da sua bondade
original. De modo que ele não é tão depravado como seria
sem esta operação.
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Que, por causa desta operação, o homem natural é capaz de
viver uma vida relativamente boa nesta vida, e fazer o bem
na esfera do mundo.
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Objecção ao Segundo Ponto:
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A prova apresentada pelo Sínodo para este ponto não confere:
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Da Escritura o Sínodo cita as seguintes passagens:
Gen. 6:3;
Sal. 81:11-12;
Actos 7:42;
Rom. 1:24, 26, 28;
II Tess. 2:6-7;
Quanto a estas passagens nós notamos:
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Somente uma delas fala do Espírito Santo,
nomeadamente,
Gen. 6:3.
No entanto, o texto não fala de uma restrição pelo
Espírito, mas de uma contenção. Isto teve lugar
através da Palavra de Deus pelos profetas.
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Nenhuma delas fala de uma restrição do pecado.
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Três delas falam precisamente o oposto de restrição,
nomeadamente de uma entrega ao pecado pela ira de
Deus. Veja:
Sal. 81:11-12;
Rom. 1:24, 26, 28;
Actos 7:42.
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II Tess. 2:6-7
não se refere ao Espírito Santo como fica evidente a
partir do próprio texto.
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Quanto às provas advindas das Confissões:
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Confissão Belga, Art. 13, não fala de uma influência
do Espírito Santo, mas do poder providente de Deus;
nem de uma restrição interna do pecado, mas a
restrição de pecadores e demónios.
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Art. 36 não fala de uma influência do Espírito mas do
poder da policia ou da magistratura.
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O Segundo Ponto em si mesmo é contrário à Escritura e
Confissões:
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À Escritura:
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Ele postula um resquício do bem no homem natural, que
é contrário a todas as passagens do Sagrado Texto que
fala da depravação do homem natural. Para isto, veja a
discussão sob o ponto III.
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A Escritura ensina directamente o oposto do conteúdo
principal do Segundo Ponto quando declara que Deus
entrega os homens até a maior corrupção pela Sua ira.
Veja:
Rom. 1:24-28;
Psalm 51:5.
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Às Confissões: Cânones III-IV:4 fala de “resquícios de luz
natural.” Estes resquícios não são devido a uma operação
da Graça Comum. Mesmo com estes resquícios, no entanto, o
homem natural é totalmente depravado e incapaz de fazer
qualquer bem mesmo nas coisas naturais e civis.
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Breve Resposta ao
Terceiro Ponto:
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O significado do terceiro ponto:
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O significado do terceiro ponto de 1924 não é:
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Que o homem natural através dos resquícios da luz natural
que sobram em si após a queda é capaz de distinguir entre
o bem e o mal, tem algum conhecimento de Deus e das coisas
naturais.
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Que o homem natural é capaz de ver que a lei de Deus é
boa para si, e que, portanto, há da sua parte uma
tentativa de viver em conformidade exterior com essa lei.
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Que o terceiro ponto não pretende expressar isto é
evidente a partir de:
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O facto que os ministros depostos ensinavam
precisamente isto antes de 1924. Foi esta visão que o
Sínodo condenou.
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O facto que nenhuma influência especial da graça de
Deus é necessária para explicar estas coisas no homem
natural. As confissões explicam-nas como resquícios da
luz natural. O Sínodo, por outro lado, fala de uma
influência de Deus no homem natural, pela qual ele é
capaz de fazer justiça civil.
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A evidente relação entre o Segundo e o terceiro
pontos.
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Mas o terceiro ponto ensina:
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Que existe uma influência de Deus, do Espírito Santo, na
mente e vontade do homem natural, que não é regeneradora,
mas o melhora.
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Que por causa desta influência, ela é capaz de viver uma
vida relativamente boa neste mundo, e as suas obras nem
sempre são pecaminosas perante Deus.
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Objecções ao terceiro ponto:
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É contrário às Confissões Reformadas:
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A prova nas confissões a que o Sínodo se refere não
confere:
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Cânones III-IV:4:
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Fala de um resquício da luz natural e não de uma
influência de Deus no homem natural.
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Enfatiza que até mesmo as coisas naturais e civis
o homem natural completamente polui esta luz
natural e a detém em injustiça.
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Confissão Belga, Art. 36:
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Não fala de nenhum bem que o homem natural pode
fazer, mas de uma boa ordem e decência que Deus
estabelece entre os homens.
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Nem ela se refere a uma influência de Deus no
homem natural, mas ao poder dos magistrados.
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Para prova das confissões em contrário, veja: Catecismo de
Heidelberg, L.D. (Dia do Senhor) III,Q. 8; L.D. (Dia do
Senhor) 33, Q. 91; Confissão Belga, Art. 14; Cânones
III-IV:1-4.
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É contrário à Escritura:
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O Sínodo tentou sustentar o Terceiro Ponto pelas seguintes
passagens:
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II Reis 10:29-30.
(Mas Jeú viu no mandamento de Deus uma forma de
satisfazer a sua própria ambição, e muito bem executa
a ordem – mas se torna culpado de sangue ao fazer
isso, e não se aparta dos caminhos de Jeroboão (veja
Oséas l).
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II Reis 12:2
e 14:3. (No máximo, os exemplos de Joás e Amazias
provam uma tentativa de viver uma vida em conformidade
exterior com a lei. No caso de Joás isso foi debaixo
da influência de um sacerdote piedoso.)
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Lucas 6:33.
(uma prova que os pecadores não fazem o bem e não têm
galardão.)
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Romanos 2:14.
(A obra
da lei nos corações dos gentios –não a lei em si
mesma.)
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Para prova em contrário, isto é, para prova positive da
Escritura que os não regenerados não podem fazer o
bem, veja:
Salmo 14:1-3;
Mat. 7:16-20;
Romanos 1:28- 32;
e
Romanos 3:9-18.
Tradução de Nuno Pinheiro
Fonte: A Brief Reply to Common Grace, Rev. Robert Harbach
Para material Reformado adicional em Português, por favor, clique aqui.